segunda-feira, 1 de junho de 2015

CPI, CPI e... CPI?


Muito se fala de CPI no Brasil, principalmente nos últimos anos quando as mesmas passaram a ser mais frequentes. É CPI de tudo e por tudo, e sempre que uma se inicia ficamos na expectativa de que os "podres" apareçam e que um monte de político corrupto vá preso, mas no final o que nós estávamos acostumados a ver eram as investigações caírem no esquecimento.

O que é interessante nesta historia é que mesmo com a "era da informação", onde todo e qualquer conteúdo está disponível na internet para quem quiser ver, muita gente ainda não sabe o que quer dizer a sigla CPI. Então vamos falar um pouco sobre o que é, pra que serve, as mais famosas e as que estão em andamento agora.

O que é CPI e pra que serve?

Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) é uma investigação conduzida pelo Poder Legislativo, que transforma a própria casa parlamentar em comissão para ouvir depoimentos e tomar informações diretamente, quase sempre atendendo aos reclamos do povo.

As CPIs foram consagradas na primeira constituição de 1934, mas somente na câmara de Deputados, no senado, cabia somente cria as comissões.

Na Constituição de 1937, feita por Getúlio Vargas, houve uma omissão com relação as CPIs ( tentarei tratar deste assunto em outro momento), retornando na Constituição de 1946, sendo finalmente prevista tanto para a câmara quanto para o senado.

Na Constituição de 1988, as CPIs estão regulamentadas no Art.58, Parágrafo 3º. : As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos internos das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço de seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao MP (Ministério Público), para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores.

Instauração e funcionamento
O pedido de instauração de uma CPI no Congresso pode ser feito por um terço dos Senadores ou um terço dos Deputados Federais. No Senado, por exemplo, composto por 81 senadores, são necessárias 27 assinaturas. O STF já decidiu, em defesa das minorias parlamentares, no Mandado de Segurança nº 26.441 que havendo este requerimento de 1/3 dos membros da casa legislativa e cumpridos os outros requisitos exigidos na legislação, a maioria não pode tentar obstar a instalação da CPI através de remessa da matéria para o julgamento no plenário.
Quando uma CPI é composta em conjunto pelo Senado e pela Câmara, ela recebe o nome de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. Mesmo nesse caso, contudo, ela é comumente chamada pelos meios de comunicação e pela sociedade brasileira em geral como CPI, ao invés de CPMI. Neste caso, além das 27 assinaturas dos senadores, também é necessário o apoio de 171 deputados, exatamente um terço dos membros da Câmara.

 Reunião da CPI da telefônia. Fonte: Assembléia legislativa da Bahia (http://www.al.ba.gov.br)
A Constituição Federal exige que a CPI tenha por objeto de investigação um fato determinado, não existindo óbice (empecilho), todavia, que constatando a ocorrência de um novo fato relevante que deva ser investigado seja criada uma nova CPI ou que seja aditado o objeto da CPI já em curso acaso os fatos sejam conexos aos iniciais.
Recolhidas as assinaturas mínimas necessárias, o pedido de abertura com a discriminação dos fatos a serem apurados é apresentado à mesa diretora, que o lê em plenário. Isto, no entanto, não é o bastante para ela funcionar. Ainda é preciso que os partidos que têm representatividade na Casa indiquem os membros para a comissão e, aí sim, é feita a sua instalação efetiva. Os trabalhos devem durar 120 dias, que podem ser, todavia, prorrogados tantas vezes quanto for necessário dentro da mesma legislatura.
A não instauração da CPI por omissão de Mesa da Casa respectiva de indicar os membros da CPI afronta o direito subjetivo das minorias de ver instaurado o inquérito parlamentar, com apoio ao direito de oposição, conforme já decidido pelo STF no Mandado de Segurança n° 24.831/DF.
Depois de concluir as investigações, a Comissão Parlamentar de Inquérito poderá encaminhar suas conclusões, se for o caso, ao Ministério Público, para que este promova a responsabilidade civil ou criminal dos acusados.
O cronograma de trabalho de uma Comissão Parlamentar de Inquérito é determinado por seus membros, que vão definir as investigações e as tomadas de depoimento. O relatório final é de responsabilidade exclusiva do relator, que deve ser escolhido por votação.

CPIs mais famosas 

Dentre as diversas CPIs que já foram instauradas na história do Brasil, algumas tiveram maior destaque perante o cenário nacional, mesmo que algumas não sabemos de onde veio nem para onde foi parar, ficaram marcadas na história. Aqui vai algumas para refrescar nossa memória:


1. CPI do PC (1992) 23 anos atrás - Essa é uma das mais famosas, principalmente pelo resultado ao qual ela trouxe. Esta CPI foi a principal causa do impeachment do presidente Fernando Collor de Mello. Neste esquema foi descoberto que houve um  grande desvio de dinheiro público, através de diversas formas de corrupção, que foram ligadas diretamente a figura do Presidente Collor. O nome da CPI se deu através da figura principal no caso o empresário Paulo César Farias, que na campanha política para as eleições de 1989, era tesoureiro da chapa que tinha como candidatos Fernando Collor de Mello e Itamar Franco, que assumiu a presidência após Collor sofrer o impeachment.


Entretanto muitas pessoas lembram apenas do impeachment de Fernando Collor, muitas pessoas, mesmo que viveu esta fase, não se lembra como o processo se deu.


2. CPI do Judiciário (1999) 16 anos atrás - Essa CPI aconteceu durante o governo de Fernando Henrique Cardoso - FHC, por requerimento do então Senador Antônio Carlos Magalhães, com intuito de apurar denúncias concretas da existência de irregularidades praticadas por integrantes de tribunais superiores, regionais e de justiça. Dentre os principais investigados estavam o senador Luis Estevão e o Juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto. 

                                                Fonte: http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/o-chefe-uma-historia-recente-463

3. CPI do Mensalão (2005) 10 anos atrás – Essa é mais famosa por ser mais recente. Tudo começou quando em maio de 2005, a revista Veja passou a divulgar uma gravação de vídeo na qual o ex-chefe do DECAM/ECT, Maurício Marinho, solicitava e também recebia vantagem indevida para ilicitamente beneficiar um empresário. Na gravação, Maurício Marinho expôs com riqueza de detalhes, um esquema que envolvia agentes públicos dentro dos Correios.
Abaixo a lista das pessoas denunciadas oficialmente no Mensalão, com suas respectivas acusações e o status no inquérito de nº 2245 da Procuradoria Geral da República. ( A lista é grande):

Nome
Acusação
Status
Negociar acordos com os partidos políticos que apoiaram o novo governo e a criação de um esquema clandestino de financiamento que distribuiu recursos ao PTe a seus aliados para garantir apoio no Congresso
Condenado por corrupção ativa. Pena de um período inferior a oito anos..
Participar das negociações com os partidos aliados e com os bancos que alimentaram o "valerioduto" e orientar a distribuição do dinheiro do esquema
Condenado porcorrupção passiva elavagem de dinheiro. Pena de 6 anos e 11 meses de prisão, que deverá cumprir inicialmente em regime semiaberto e pagamento de R$ 468 mil em multas.
Orientar a distribuição de recursos para os partidos aliados ao governo.
Condenado por corrupção ativa. Pena de 8 anos e 11 meses inicialmente em regime semiaberto e pagamento de R$ 325 mil em multas.
Sílvio José Pereira
Participar das negociações com os partidos que apoiaram o governo Lula no Congresso.
Fez acordo com a Justiça para livrar-se do processo cumprindo pena alternativa. Prestou 750 horas de serviços comunitários durante três anos.
Criar o esquema clandestino que financiou o PT e outros partidos governistas, desviando recursos obtidos com contratos de publicidade firmados com o Banco do Brasil e a Câmara dos Deputados e usando empréstimos fraudulentos dos bancos Rural e BMG para disfarçar a origem do dinheiro.
Condenado por corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Pena de 40 anos, 4 meses e 6 dias de prisão e o pagamento de R$ 2,78 milhão em multas.
Ramon Hollerbach Cardoso
Participar da negociação dos empréstimos e dos contratos de Marcos Valério com o Banco do Brasil e a Câmara dos Deputados.
Condenado por evasão de divisas, corrupção ativa, peculato e lavagem de dinheiro. Pena de 29 anos, 7 meses e 20 dias de prisão e pagamento de R$ 2,78 milhão em multas.[1]
Cristiano de Mello Paz
Participar da negociação dos empréstimos e da distribuição de recursos a políticos, com o objetivo de obter contratos de publicidade, o empresário também é acusado de remessa irregular de dinheiro para o exterior.
Condenado por corrupção ativa, peculato e lavagem de dinheiro. Pena de 25 anos, 11 meses e 20 dias de prisão e o pagamento de R$ 2,5 milhão em multas.
Rogério Lanza Tolentino
Participar da negociação dos empréstimos e ajudar a montar o esquema de distribuição dos recursos para os políticos.
Condenado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Pena de 8 anos e 5 meses de prisão e o pagamento de R$ 312 mil em multas.
Simone Reis Lobo De Vasconcelos
Distribuir o dinheiro do "valerioduto", dar instruções ao Banco Rural, sacar cheques na boca do caixa e fazer pagamentos pessoalmente.
Condenada por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e evasão de divisas. Pena de 12 anos, sete meses e 20 dias de prisão e o pagamento de R$ 374 mil em multas
Geiza Dias Dos Santos
Ajudar a distribuir recursos do "valerioduto" para deputados.
Absolvida. Afirmou que apenas cumpria ordens.
Negociar empréstimos que mantinham os cofres do PT e o "valerioduto" na esperança de obter do governo vantagens na liquidação do Banco Mercantil de Pernambuco.
Condenada por lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira e evasão de divisas. Pena de 16 anos e 8 meses de prisão e o pagamento de R$ 1,5 milhão em multas.
José Roberto Salgado
Autorizar a contratação e a renovação dos empréstimos para o PT e as empresas de Marcos Valério e transferir ilegalmente recursos para o publicitário Duda Mendonça no exterior.
Condenado por evasão de divisas, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. Pena de 16 anos e 8 meses de prisão e o pagamento de R$ 1 milhão em multa.
Vinícius Samarane
Não comunicar às autoridades sobre os saques do "valerioduto" e as irregularidades nos empréstimos.
Condenado por lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de instituição financeira. Pena de 8 anos, 9 meses e 10 dias de prisão e o pagamento de R$ 598 mil em multas.
Ayanna Tenório Tôrres de Jesus
Autorizar a renovação dos empréstimos no Banco Rural e de não ter notificado o Banco Central sobre as operações suspeitas feitas pelas empresas de Marcos Valério.
Absolvida. Disse que cuidava da área de recursos humanos do banco e apenas seguiu orientação de José Roberto Salgado para votar a renovação dos empréstimos.
Receber R$ 50 mil do "valerioduto" para contratar uma das agências de Marcos Valério, a SMP&B, quando presidia a Câmara dos Deputados e se beneficiar do desvio de recursos públicos repassados à agência.
Condenado por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Pena de 9 anos e 4 meses de prisão e o pagamento de R$ 260 mil em multas.
Autorizar Pizzolato a adiantar os pagamentos do fundo Visanet para a DNA.
Absolvido. Afirma que não tinha influência sobre a distribuição dos recursos do fundo Visanet.
Receber R$ 336 mil do "valerioduto" e autorizar um adiantamento de R$ 73 milhões do fundo Visanet para a DNA, a agência de Marcos Valério que tinha contrato de publicidade com oBanco do Brasil.
Condenado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, alem de fugir do Brasil usando passaporte falso e identidade falsa com nome do irmão falecido. Pena de 12 anos e 7 meses de prisão e pagamento de R$ 1,272 milhão em multas.
Pedro da Silva Corrêa de Oliveira Andrade Neto
Participar das negociações que levaram ao repasse de pelo menos R$ 3 milhões do "valerioduto" e uso da corretora Bônus Banval para distribuir o dinheiro.
Condenado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Pena de 9 anos e 5 meses de prisão e o pagamento de R$ 1,132 milhão em multas.
José Mohamed Janene
Captar pelo menos R$ 3 milhões do "valerioduto" para garantir o apoio do partido ao governo e usar a corretora Bônus Banval para distribuir o dinheiro disfarçando sua origem.
Não foi julgado. Faleceu em 2010.
Pedro Henry Neto
Participar das negociações que levaram ao repasse de pelo menos R$ 3 milhões do "valerioduto" para o PP e ao uso da corretora Bônus Banval para distribuir o dinheiro.
Condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Pena de 7 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto e o pagamento de R$ 962 mil em multas.
João Cláudio de Carvalho Genu
Sacar R$ 1 milhão do "valerioduto" para o PP.
Condenado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Pena de 7 anos e 3 meses de prisão e o pagamento de R$ 480 mil em multas.
Receber R$ 11 milhões do "valerioduto" para repassar o dinheiro a pessoas ligadas ao PP.
Condenado por lavagem de dinheiro. Pena de 5 anos e 9 meses de prisão e o pagamento de R$ 528 mil em multas.
Breno Fischberg
Receber R$ 11 milhões do "valerioduto" para repassar o dinheiro a pessoas ligadas ao PP, a estratégia era esconder a origem do dinheiro usado no esquema.
Condenado por lavagem de dinheiro. Pena de 5 anos e 10 meses de prisão inicialmente em regime semiaberto e multa de R$ 528 mil.
Carlos Alberto Quaglia
Emprestar a corretora Natimar para que a Bônus Banval repassasse parte dos recursos destinados ao PP.
Processo anulado. O STF aceitou um pedido do advogado, que alegou cerceamento de defesa.
Valdemar Costa Neto
Receber R$ 8,8 milhões do "valerioduto" e usar uma empresa fantasma, a Guaranhuns, para disfarçar a origem do dinheiro. Teria negociado com o PT um acordo para obter os recursos em troca do apoio do PL ao governo no Congresso.
Condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Pena de 7 anos e 10 meses em regime semiaberto e pagamento de R$ 1.080 milhão de multa.
Jacinto de Souza Lamas
Sacar R$ 1 milhão do "valerioduto" para o PL.
Condenado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Pena de 5 ano em regime semiaberto e pagamento de R$ 240 mil em multas.
Antônio de Pádua de Souza Lamas
Sacar R$ 350 mil do "valerioduto" para o irmão, o ex-tesoureiro do PL Jacinto Lamas.
Absolvido. Afirmou que cumpriu ordens da direção do partido e o Ministério Público decidiu pedir sua absolvição devido à ausência de provas.
Carlos Alberto Rodrigues Pinto (Bispo Rodrigues)
Receber R$ 150 mil do "valerioduto" para votar a favor do governo.
Condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Pena de 6 anos e 3 meses de prisão inicialmente em regime semiaberto e pagamento de R$ 696 mil em multas.
Receber R$ 4,5 milhões do "valerioduto" para votar a favor do governo no Congresso, depois de fechar um acordo em que o PT prometeu entregar R$ 20 milhões para o PTB.
Condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Pena de 7 anos e 14 dias de prisão em regime semiaberto e o pagamento de R$ 720,8mil em multas.
Emerson Eloy Palmieri
Participar das negociações em que oPT prometeu arranjar R$ 20 milhões para o PTB. Teria recebido do "valerioduto" R$ 4 milhões para o partido.
Condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Pena de 4 anos de prisão e o pagamento de R$ 228 mil em multas.
Romeu Ferreira Queiroz
Receber R$ 102 mil reais da Usiminas, repassados pela SMP&B na campanha de 2004.
Condenado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Pena de 6 anos e 6 meses de prisão e pagamento de R$ 858 mil em multa.
José Rodrigues Borba
Receber R$ 200 mil do "valerioduto" para votar a favor do governo.
Condenado por corrupção passiva. Pena de 2 anos e 6 meses em regime aberto e o pagamento de R$ 390 mil em multas.
Paulo Roberto Galvão da Rocha,
Receber R$ 820 mil do "valerioduto".
Absolvido. Disse que o dinheiro era para quitar dívidas da campanha eleitoral de 2002.
Anita Leocádia Pereira da Costa
Sacar R$ 620 mil do "valerioduto" para Paulo Rocha.
Absolvida. Disse que apenas cumpriu ordens do deputado e que não sabia que ação era criminosa.
Luiz Carlos da Silva(Professor Luizinho)
Receber R$ 20 mil do "valerioduto".
Absolvido. Disse que foi sacado por um assessor sem o seu conhecimento, o dinheiro foi repassado ao PT para quitar dívidas da campanha de 2004.
João Magno De Moura
Receber R$ 360 mil do "valerioduto".
Absolvido. Argumentou que o dinheiro era para quitar dívidas de campanhas eleitorais.
Anderson Adauto Pereira
Receber R$ 950 mil do "valerioduto" e apresentar o esquema à cúpula do PTB.
Absolvido. Disse que o dinheiro era para saldar dívidas da campanha eleitoral de 2002 e que desconhecia sua origem ilícita.
José Luiz Alves
Sacar R$ 600 mil para o então ministro Anderson Adauto.
Absolvido. Disse que apenas cumpriu ordens do chefe
Receber R$ 11 milhões do "valerioduto", dinheiro que não declarou á Receita Federal e teve parte transferida ilegalmente para contas no exterior.
Absolvido. Disse que desconhecia a origem ilícita dos recursos e que o dinheiro era para saldar dívidas da campanha de 2002.
Zilmar Fernandes Silveira
Sacar R$ 1,4 milhão do "valerioduto" para Duda Mendonça e transferir recursos ilegalmente para o exterior.
Absolvida. Afirmou que desconhecia a origem ilícita dos recursos. O dinheiro era para saldar dívidas da campanha de 2002.

Ufa! Com tanta gente só poderia ser a mais famosa.

Porém neste mesmo ano foram instauradas mais duas CPIs, a dos Bingos e dos Correios.
A CPI dos Bingos foi instaurada para apurar denúncias de lavagem de dinheiro através das casas de Bingo e ligações com o crime organizado. Já a CPI dos Correios foi o primeiro passo para o Mensalão, pois o então Presidente nacional do PTB Roberto Jefferson, estava em envolvidos em ambos.

Referências

·         Supremo Tribunal Federal, AP 470 - Ação Penal, Protocolo 2007/184241, Número: INQ 200538000249294.
·         Procuradoria Geral da Repúlica, Quadro de réus e Penas, 17/12/2012

·         Procuradoria Geral da Repúlica, Quadro de réus, 31/7/2012


4. CPI da Petrobras (2014) Em andamento - Negócios da Petrobras são alvos de investigações do Tribunal de Contas da União (TCU), Polícia Federal e Ministério Público, e parlamentares disputaram a instalação de uma CPI para investigar a estatal.

São 3 as principais denúncias envolvendo a Petrobras:
– Indícios de superfaturamento na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco;– Indícios de pagamento de propina a funcionários da petroleira pela companhia holandesa SBM Offshore.– Suspeitas de superfaturamento e evasão de divisas na compra da refinaria de Pasadena, no Texas, em 2006;
REFINARIA DE PASADENA - A Petrobras pagou, ao todo, mais de US$ 1,3 bilhão pela refinaria, localizada no Texas, nos Estados Unidos – valor muito superior ao pago, um ano antes, pela belga Astra Oil, de US$ 42,5 milhões.
A Petrobras, em princípio, pagou US$ 360 milhões por 50% da refinaria, em 2006. Dois anos depois, a estatal e a Astra Oil se desentenderam e uma cláusula contratual obrigou a estatal a comprar a parte que pertencia à empresa belga, levando a conta a US$ 1,18 bilhão.
Documentos indicam, porém, que o valor total passou de US$ 1,3 bilhão. Memorando mostra que US$ 85 milhões foram pagos em 2007 para compensar uma queda na receita da então sócia.
Empresa recebeu alerta sobre riscos
Na época da compra, a Petrobras justificou a transação alegando que a empresa precisava expandir as atividades de refino e comercialização, no país e no exterior, para acompanhar o crescimento dos mercados. O negócio foi aprovado por unanimidade pelo Conselho de Administração da estatal, que era comandado pela então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
REFINARIA ABREU E LIMAO Tribunal de Contas da União também está investigando a obra da refinaria Abreu e Lima da Petrobras, em Ipojuca (PE). O custo inicial da obra saltou de mais US$ 2 bilhões para cerca de US$ 18 bilhões.
SUSPEITA DE PROPINA - A Controladoria-Geral da União instaurou uma sindicância para apurar a denúncia de supostos pagamentos de suborno a funcionários da Petrobras pela companhia holandesa SBM Offshore.
O suposto esquema foi revelado na internet em outubro do ano passado por um ex-funcionário da SBM e publicado pelo jornal "Valor Econômico". Segundo a empresa, ele pediu dinheiro para não divulgar os documentos.
Outras CPIs em andamento:
Pronto! acho que isso é tudo por enquanto. Posso ter me esquecido de alguma CPI, ou de algum fato importante ligado a alguma das citadas aqui, porém temos que reconhecer que é muita sujeira para revirar, levaria semanas e custaria um livro de mais de mil páginas falar tudo sobre elas. Infelizmente ainda surgirão inúmeras CPIs, provavelmente a próxima será a da CBF, devido as recentes denúncias e prisões do alto escalão da FIFA.
Fazer o quê? Vamos esperar...




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