segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Texto diagnóstico/ tutoria01/Postado no AVA.

Educação, opressão e limitações.

Educar consiste em fornecer crescimento baseado no reconhecimento de talentos, idéias, reflexões, dificuldades, entre outros aspectos, onde contratempos transformam-se em vitórias alcançadas, quando o educador não castra a intelectualidade do individuo e interage com o mesmo, de forma que a relação ensino-aprendizagem assuma um papel não só metodológico como também afetivo. A educação evolui num campo de incertezas, onde ainda existem profissionais que assumem uma postura dominadora e tradicionalista, nas quais as manifestações individuais dos alunos têm pouca relevância, pois a ordem é fator primordial e isso ocorre muitas vezes pela falta de pesquisa da prática e atualização, ou mesmo por muitos ignorarem que nas escalas de razão social as ações afetivas e tradicionais quando executadas, não são motivadas apenas pelo racionalismo, mas que todos os tipos estão intrinsecamente ligados.
O professor dominador ou opressor não ouve os alunos, transmitindo insegurança para que os mesmos apresentem seu potencial, assim são tratados como espectadores de pouca relevância no contexto inserido. Uma decisão tomada de forma unilateral por parte do professor dominador, transforma alunos em meros agentes passivos e com grande possibilidade de ter sua capacidade intelectual desvalorizada, tornando-o maioria das vezes sem motivação ou sem caminhos para desenvolver seu talento, sepultando idéias que poderiam certamente favorece-lo e até mesmo ao mundo, pois sem espaço muitos perdem a individualidade e sonhos.
Educar é fator primordial para uma transformação social, contudo se esse processo for constituído apenas por temas técnicos sem atrelá-los aos humanos e políticos sociais, certamente não obterá o êxito necessário e diminuirá o surgimento de novos conhecimentos, pois apenas conseguirá acumular os já existentes, em contrapartida o professor que oferece interação, trabalha também com conteúdos transversais, usa de outros campos, como: a sociologia, a filosofia, a psicologia, entre outros métodos e leva em consideração os pilares educativos e a pedagogia das competências fará muitos estudantes galgarem por caminhos esplendidos. Pensar apenas que conhecimentos lingüísticos, matemática, horários e normas são representativos traz a perda do reconhecimento pessoal, artístico e outras formas de inteligências naturais que devem ser valorizadas e respeitadas, pois um aluno não é um número, estatística ou salário garantido, além disso, cada um possui individualidade, expectativas e tendências que já foi vista historicamente em muitos gênios constatados.
Existem também dificuldades na prática docente onde são muito comuns casos em que o professor é limitado e limitador, pois se observa dificuldades na sua formação cultural, educacional, na aplicação e construção dos modelos curriculares, justificando em parte o pouco desenvolvimento dos discentes (limitação no que diz respeito ao crescimento e/ou desenvolvimento cultural), pois o educando é agente ativo na construção de seus próprios conhecimentos. Essas limitações ocorrem em todos os seus aspectos, desde a formação artística, como também no acúmulo repetitivo de conhecimento e de saberes, tais como: matemática, física, química e etc. Tudo isso ocorre por diversas deficiências, como, a falta de infra-estrutura nos ambientes escolares e também pouco preparo, ou seja, falta de sensibilidade do corpo docente na sua prática pedagógica em sala de aula e fora dela. Logo, faz-se necessário uma ampla revisão na formação docente, voltada para uma melhor capacitação e formação destes profissionais, focada na construção do saber humanístico e menos técnico, onde a sensibilidade e a paixão façam parte dessa construção, ofertando assim, liberdade para o desenvolvimento discente. Existe também a necessidade de uma transformação geral na estrutura das escolas, principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento artístico (construção de teatros, salas de músicas, salas de pinturas, laboratórios e etc.), pois esse também é um passo para começarmos a construir uma escola que se aproxime da ideal, formando acima de tudo seres humanos.
Assim, nota-se que o caminho a ser seguido não é difícil, quando o educador tem condições práticas para trabalhar uma boa pedagogia, amando o que faz, ou seja, sendo um verdadeiro mediador de conhecimentos, que valoriza a auto-estima dos alunos, promove suas ações, não usa de estereótipos e promove diálogo reflexivo, sem deixar de usar os planos de aula e conteúdos a serem estudados, pois esses também favorecem a inteligência e a vontade de realizar dos alunos. Contextualizar e colocar em prática uma educação sólida e humana é essencial e alcançável, principalmente através de ações práticas e culturais, como a sugestão de leituras e filmes enriquecedores, promoção de visitas a patrimônios culturais, ofertar o desenvolvimento em grupo através de entrevistas, peças teatrais, feiras culturais, entre outros recursos didáticos que levem suporte indispensável ao crescimento coletivo.

Componentes: Tatiana Vieira, Tatiana Santana, Nilton Passos, Nilton Ribeiro, Paulo Roberto Santos, Vicente Sebastian, Robson Souza e Iara de Moura.
Tutora: Erilene Braga.
Tutoria: 01.
Texto/ Figura: 04

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